Foi uma vitória. Contou 3 pontos. Soma e segue.
Se pensarmos assim, não foi mal. Felizes os que não viram o jogo. Sorriem com o resultado, «ganhámos», exclamam.
Para quem viu... Não foi propriamente uma manhã muito bem passada. Eu diria que foi dos piores jogos do Charneca que eu vi. Muito, muito, mas mesmo muito fraco.
Jogadas com a bola no chão, em que se trocou a bola, de jogador para jogador, até chegar à área... bem! Não sei se o fizeram 3, 4 ou cinco vezes... Tudo o resto foi um futebol muito atabalhoado, só pontapé para a frente.
O jogo de equipa, já vimos, foi muito fraco. Os individualismos, que às vezes resolvem jogos, também não resultaram. os jogadores que costumam fazer a diferença estiveram muito apagados. E nenhum dos outros sobressaiu!
Foi fraco. Fraquinho. A jogar assim contra o Alfarim que eu vi na primeira volta... ponham-se a pau, porque levam cabazada outra vez!!!
FORMAÇÃO:
Pareceu-me que entraram 4x 3 x 3
À defesa uma alteração, André Pinto mais atrás, ao meio, com o Diogo. à direita o Canina. À esquerda o Bryan. No lugar que costuma ser do André Pinto, a médio defensivo, ficou o Nuno.
Mais uma vez, o Nuno, que é sempre um dos melhores em campo, quando sai do seu sítio, onde é Rei... apaga-se! A equipa técnica insiste em fazer experiências com o Nuno. Até agora... só deu asneira! Mas experimentar não faz mal... Ao menos que o façam com estas equipas do fim da tabela! Porque senão, pode ter azar...
Ao meio campo, outra alteração: ao meio Galo e André Marques. Fonseca no banco.
Outra experiência sem quaisquer resultados. Um meio campo péssimo. Na minha opinião, conjugaram-se negativamente vários factores. O Nuno raramente joga bem fora do seu sítio.
Ao meio, Galo esteve muito em baixo. Diria que foi o seu jogo mais fraco desde o início da época. certamente a reflectir uma semana em que esteve doente. estas coisas deixam o organismo combalido!
O André Marques, que continua poderosíssimo, com muita força esteve especialmente desastrado. Parecia querer imitar o Rafael, a agarrar-se demasiado à bola.
Conclusão: meio-campo desastrado. poucas jogadas foram construídas ali.
Conclusão final: um meio campo desastrado só pode dar num ataque fraco.
EQUIPA DA FRENTE:
Rafael, Cebola e Sabry
à esquerda, o Rafael, conseguiu ser o HOMEM DO JOGO. Sim, estou a ironizar. Foi o homem do jogo, mas pela negativa. É incrível como cada jogada de construção de ataque sustentado, quando chega aos pés do Rafael... a bola morre ali... O Rafael não tem noção... Uma jogada de ataque, com vários jogadores desmarcados, e ele acha que é o momento certo para fazer uma demonstração de como sabe fazer fintinhas... Sinceramente, alguém tem de explicar àquele rapaz que o futebol é um jogo colectivo e deve tirar a cabeça do chão, olhar á sua volta, ver desmarcações... Exibição muito triste.
Mas acho essencial que a equipa técnica explique ao rapaz o que ele anda a fazer mal. É que, porventura, como em 100 tentativas de fintar, ele consegue passar pelo adversários umas 30, ele até pode achar que é um grande craque. Não é. Craque é aquele que nem precisa de fazer fintas para criar uma jogada de perigo... Enfim!
O cebola, que tem vindo a crescer de jogo para jogo, também não conseguiu desequilibrar. Sabry teve a bola muitas vezes nos seus pés, mas os passes saíam sempre mal, os remates tortos. Fracos os dois também.
Substituição: Saiu cebola, entrou Fonseca. Ainda na primeira parte.
Pouco mudou. O meio-campo ganhou alguma consistência, mas sem grande proveito. As bolas saíam da defesa com charutadas para a frente. Os médios pareciam jogar sózinhos. raramente trocavam a bola. à esquerda o rafael continuava de mal a pior.
Ao intervalo: 0-0 (a reflectir a verdade do jogo- nenhuma das equipas mostrou merecer um golo)
Na segunda parte, nada mudou.
A substituição que se impunha: Rafael sai, entra Marco.
Marco teve algumas oportunidades, mas o remate saía mal. O Sabry, nesta segunda parte, beneficiou de alguns passes para o espaço vazio, mas nunca soube aproveitar. Desastrado até ao fim.
O jogo avançava para o fim, sem jogadas pensadas, sem a bola no chão. A molhada do costume. O Corroios consegue algumas jogadas de perigo. O Adalberto teve que se esticar ainda umas 3 vezes para segurar remates perigosos. Pelo meio ainda algumas azelhices. O Charneca parecia querer dar a vitória ao Corroios. O André Pinto esteve muito bem, mas na insist~encia de procurar o fora de jogo...podia ter dado asneira. O Canina esteve pressionado várias vezes em situações muito complicadas. Resolveu-as quase todas bem!
Já a terminar o jogo, uma das poucas jogadas em que se trocou a bola, o Fonseca recebe a bola na área, remata em jeito, mas com força, o guarda-redes estica-se, defende, mas não consegue segurar, o Sabry está ali pertinho, a bola vem para os seus pés, foi só atirar para as malhas.
0 - 1 Charneca a ganhar
Sabry teria outra oportunidade, a passe do Fonseca... com a baliza totalmente aberta, tentou fazer o bonito, fez balão mas a bola passou por cima da barra!
E a finalizar, nova substituição. Sai o Sabry, entra o Diogo Agostinho. Teve várias hipóteses de golo. Numa deles atirou por cima da baliza infantilmente.
O segundo golo surgiria de uma jogada do lado esquerdo. André Marques dá-lhe uma daquelas energias Duracell, carrega as pilhas no máximo e vai a correr para a baliza com um defesa a puxar-lhe o braço descaradamente... (o árbitro a olhar sem sancionar...) entra pela baliza adentro.
2-0
André Marques a ver premiada a sua força, persistência, a sua garra. É um golo de força. De luta. De resistência.
IDEIAS FINAIS:
- O Corroios é uma equipa acessível ao Charneca. Até constrói algumas jogadas de bom futebol, mas o ataque é fraco e a defesa, apesar de jogar duro, tem muitas fragilidades. O Charneca tinha obrigação de ter feito um jogo muito superior
- A importância dos jogadores que jogam mais com a cabeça do que com os pés:
Neste jogo percebeu-se claramente a importância que têm na equipa os jogadores que pensam as jogadas. O Galo é quem tem tido esse papel e como neste jogo estava fragilizado, teve menor rendimento, a equipa ressentiu-se logo. O André Marques que é um pivô importante na passagem da defesa para o ataque, também esteve muito desastrado e isso afectou muito a equipa.
- Os extremos têm de levantar a cabeça. Tanto o Rafael, á esquerda, como o Sabry, à direita, estiveram especialmente egoístas, desatentos. Mais na esquerda, o rafael teve «n» oportunidades de meter a bola ao meio onde se desmarcavam o galo, o André Marques ou o Nuno... mas perdeu-se nas fintinhas! À direita, «n» vezes o Sabry subiu à linha, tinha o Fonseca mesmo atrás, mas parecia que só via em frente... nem uma vez parou a bola para passar para trás. Assim não dá...
ANÁLISE DOS JOGADORES:
Eu diria que a equipa jogou mal. muito mal. Mas como equipa. Individualmente, cada um cumpriu os mínimos. O Canina causou alguns sustos, mas resolveu quase sempre bem. O Bryan, muito low profile, defendeu quase sempre bem. Muitos de nós conhecemos o Bryan à frente a desequilibrar, mas tem sido opção colocá-lo a defesa. Cumpriu.
O André Pinto é uma peça importante na defesa. Seja a trinco, ou a Central, como ontem, é muito seguro. Não dá margem para brincadeiras, quando a coisa tá perigosa não hesita em tirar dali. O Diogo cumpriu. Só uma vez assustou, ía tão devagarinho.... mas depois resolveu. O Nuno... lamento, se calhar até pode vir a descobrir-se que dará um óptimo avançado, ou médio, ou sei lá... mas o lugar onde o vejo a fazer grandes jogos é a central. Ontem, não esteve no seu melhor... e não foi por culpa dele! Estava fora do seu lugar.
O Galo, já disse. Uma semana doente afecta o rendimento. Voltará a subir de forma!
O André Marques continua imparável. Mas esteve muito nervoso. Já lhe vi jogos muito melhores. Pela força e garra com que joga, mereceu o golo a finalizar. O «nosso» Katsouranis ainda vai ser o melhor marcador da equipa...
O Fonseca esteve muito desapoiado. Fez alguns bons passes para o espaço vazio, frente ao guarda-redes, um para o Marco, que não soube aproveitar, e outro para o Sabry. Mas não esteve no seu melhor. A seu favor o remate que, na recarga deu o primeiro golo, e o livre quase a terminar, que o Nuno tirou da cabeça do Marco. Que era golo certo!
O Sabry foi muito forte a ganhar as bolas. Na disputa da bola quase sempre ganhou. Mas esteve muito egoísta, agarrou-se à bola, não passou quando devia, falhou remates de golo certo. A penalizá-lo, uma tentativa de fazer um bonito quando só ganhavam 1 a 0... não se pode desperdiçar bolas de baliza aberta... A seu favor a vontade e a força física. Correu muito!
O Marco entrou já na segunda parte e deu mais velocidade à equipa. Foi lutador. Disputou bolas perigosas, mas não conseguiu o que se pede a um avançado! Mas também não beneficiou muito dos passes dos colegas. A bola chegava lá à frente quase sempre mal colocada.
O Rafael... deviam gravar um vídeo e mostrar-lhe as figuras que faz! É pena, porque tem um óptimo domínio de bola, podia ser um grande jogador! Ainda não percebeu quando tem de soltar a bola.
O Diogo Agostinho entrou já no fim. Estava no sítio certo porque em poucos minutos teve várias oportunidades. Não aproveitou nenhuma!
Pedro Cebola. Jogou poucos minutos!
domingo, janeiro 21, 2007
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1 comentário:
Siceramente...
Não da para preceber tanta pressa para fazer a primeira substituiçao(o que não é costume) e no fim acabou por só fazer 3, uma delas a 5 minutos do fim, não se precebe!
Tem um banco com 6 ou 7 jogadores. Pelo menos podia por 4 mas ponha-os numa altura em que tenham tempo para jogar , pelo menos a 15 minutos do fim, pnso eu porque um corroios não era adversário de «peso».
Enfim... acho que à pouca rotatividade e que tirar um jogador tão cedo desmoraliza!!!
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